Ela desceu do carro e sentiu um arrepio de frio. O chão era de pedras e lama, mas ela nem olhou, por que a lua brilhando desviou toda sua atenção. Estava convicta, queria entrar no lago (agora não lembro se havia ou não uma cachoeira, mas na pintura que minha memória embelezou, sim, havia). Os faróis do carro dele apontavam diretamente para o lago. Ela se sentiu no palco (e como adorava os palcos). A ousadia de estar só de calcinha não era maior do que sua vontade de ser vista, iluminada, e só os olhos dele sobre seu corpo semi-nu podiam dar-lhe isso.
Olhou bem para a água, molhou o pé, estava frio...fez graça, agachou, olhou para trás, o chamou (sabendo que ele não iria, mas achava que se desse um sorriso, poderia deixar a cena mais bonita...sentiu um pouco de vergonha – mas sabia também que ele gostava de iluminá-la com os faróis do carro acesos).
Voltou para o carro depois de alguns minutos. Ele olhou para ela, sorriu, deu-lhe um beijo cúmplice e disse:
- Foi a cena mais linda que eu já vi.
Ela sorriu por dentro e por fora e pensou “eu já sabia...”
Ela nunca foi mais feliz em nenhum outro palco de verdade.
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Nossa, que lindo isso!
ResponderExcluirTocante.
Parabens miss Piga