Será o maior intervalo entre as letras que me diminui tanto os enganos ao escrever no que ao falar?
As vírgulas me dão mais ar... Falar sempre sufoca, e pode parecer fácil.
Essas reticências prolongam minhas certezas. Fulgazes e irônicas, minhas certas esperanças ficam presas aqui.
Em lugar das lágrimas, aqui só a fumaça me inebria o enxergar.
Com isso enxergo, o que não quero ver e sinto.
Sinto, sinto.
Trabalho com o grafite essa angústia de falar.
Escrever, por um lado, é também me fechar cada vez mais nesse claustro meu chamado consciência.
Parece que fica grudado aqui nessa folha tudo oq quero que saia de mim. Para de ressoar!
Memórias, memórias, memórias!
Para que registrá-las aqui?
Daqui, o vento não as leva, assim como de meu coração.
Saudades, saudade de não saber escrever. De sentir sem compreender que se sentia.
Minha força é como uma fina casca de ovo. Se consciênte fosse de poder gerar a vida, se quebraria por puro medo de se quebrar.
O saber-sentido das minhas palavras me impede de negá-las aqui.
Eu as registro, para quando for chegado o tempo das inconsciências eu possa recorrer as memórias. E nesse dia me lembre: Eu era uma fina casca, á toa quebraria...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
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Aqui está Danny:
ResponderExcluirO que comentar, diante desta grande mente, que tem o poder de juntar palavras das mais diversas possíveis em uma linha de raciocínio tão lógica e, organizadas de maneira tão cuidadosa, a ponto de nos fazer viajar com este texto tão belo??
Sinceramente, fogem-me as palavras. Sinto-me envergonhada.
Simplesmente FENOMENAL, LINDO e claro, VERDADEIRO.
Gde beijo